ADITIVO TB - TAPA BURACOS

Nesta edição, apresentamos o Aditivo TB, um produto desenvolvido pelo Centro de Pesquisa & Desenvolvimento GRECA Asfaltos quando misturado ao Cimento Asfáltico de Petróleo, promove o aumento de sua capacidade lubrifi cante e quebra da tensão superficial de partículas. O CAP modificado com o Aditivo TB tem maior facilidade de envolvimento aos agregados, além de desenvolver a propriedade de manuseio e aplicação a frio, característica incomum em misturas convencionais usinadas a quente do tipo CBUQ. O processo consiste em adicionar o Aditivo TB ao CAP 50/70, em proporção pré-definida em projeto, modificando-o e permitindo que a usinagem se processe a temperaturas mais baixas (agregado a 140°C e CAP 50/70 modificado com Aditivo TB entre 125 a 130°C), para posterior aplicação e compactação a frio em serviços de manutenção preventiva ou emergencial tipo tapa-buracos. Depois de aplicada no buraco, a mistura asfáltica se comporta de forma similar a de um CBUQ convencional, pois o aditivo foi especialmente formulado para promover a trabalhabilidade da massa asfáltica à temperatura ambiente e não interferir na sua qualidade final após compactação.

Etapas do processo com o Aditivo TB
1. MODIFICAÇÃO DO CAP 50/70 COM ADITIVO TB
O CAP 50/70 que receberá o Aditivo TB deve estar numa temperatura entre 140 a 150°C. O Aditivo TB deve ser misturado ao CAP 50/70 numa proporção de 15% em peso, por exemplo, para produzir 2.000 kg de CAP 50/70 modificado por Aditivo TB, deverão ser utilizados 1700 kg de CAP 50/70 e 300 kg de Aditivo TB. Após a adição de todo o Aditivo TB, o asfalto deve ser homogeneizado utilizando agitadores mecânicos do próprio tanque. A recirculação pode ser usada desde que garanta a total mistura entre o CAP 50/70 e o Aditivo TB. O cuidado que se deve ter em relação à aditivação refere-se ao fato de que alguns tanques retêm uma quantidade de CAP que a bomba não puxa. Nesse caso, devemos considerar o percentual de dosagem do teor a operacionalizar acrescido do residual retido no tanque. Vale lembrar que esse resíduo em nada compromete a reposição de CAP no mesmo tanque, para a operação normal de CBUQ, desde que seja uma carga de maior quantidade (Ex: Encher o tanque).
2. USINAGEM COM CAP 50/70 MODIFICADO COM ADITIVO TB
As temperaturas de usinagem indicadas para a produção de mistura ou massa asfáltica com CAP 50/70 modifi cado com Aditivo TB são: Ligante Asfáltico (pré-usinagem): 125 – 130° C; Agregados (momento da mistura): 130 – 135°C; Mistura Asfáltica (pós-usinagem): 125 – 135°C. Devem-se evitar as variações de temperatura da massa que ocorrem nas primeiras cargas do dia e também após um período de chuvas em que os agregados se encontrem mais úmidos. A temperatura da massa após usinagem deve ser checada a cada traço, em cima do caminhão durante a descarga da usina. Devem-se utilizar termômetros analógicos que são mais adequados. Os termômetros digitais podem servir como equipamentos auxiliares. No caso de utilização de usina de asfalto, tipo drum-mixer, é importante procurar calibrar o maçarico de tal forma que esta regulagem conduza a uma chama mais curta e mais larga.
3. ARMAZENAGEM DA MASSA ASFÁLTICA
A massa ou mistura asfáltica deve ser armazenada em pilhas de, no máximo, 25 ton, num local protegido do sol e de preferência fechado, como um galpão por exemplo. O processo de ensacamento deve ocorrer pelo menos 24 horas após a produção da massa asfáltica, quando esta já estiver fria. Os sacos devem ser de 20 kg e podem ser empilhados num número máximo de 5 sacos. Caso a opção seja não ensacar, o monte de massa asfáltica deve ser coberto com uma lona, mesmo estando em ambiente fechado, pois o contato com o ar acelera o processo de reação entre o Aditivo TB e o oxigênio, diminuindo a capacidade de trabalhabilidade da massa asfáltica. A mistura asfáltica produzida pode ser estocada em sacos de 20 kg ou mantida amontoada, devidamente enlonada para que a mesma não venha reagir com o oxigênio.
4. PROCESSO EXECUTIVO DE APLICAÇÃO
Antes da aplicação da massa asfáltica no buraco é aconselhável realizar a sua limpeza, retirando o material solto e aplicando uma pintura de ligação, com
emulsão asfáltica RR-1C diluída em água numa proporção de 50%. Caso isso não seja possível, é importante que o aplicador esteja ciente de que poderão
ocorrer desprendimentos devido à falta de ligação entre a massa asfáltica e a superfície do buraco. A aplicação da assa asfáltica é realizada a temperatura
ambiente, a mesma (armazenada em sacos ou não) deve ser despejada até preenchimento total do buraco. Após, proceder com a compactação através de
placas vibratórias, compactadores de percussão ou rolos de diversos tamanhos conforme a área a ser compactada. Dependendo do grau de urgência para
liberação do tráfego pode-se optar por não rolar, mas o aplicador deve estar ciente do risco de desprendimento da massa asfáltica. Para a execução das
bordas dos buracos é normal a utilização de rastelos comuns nos acertos manuais necessários. O trânsito pode ser liberado imediatamente após a
execução do procedimento descrito acima.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº25

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