ECOFLEX na Obra Maringá-Paiçandu/PR

Iniciou, em maio passado, a duplicação do lote II da Rodovia PR323, com extensão de 4,2km do trecho entre Maringá e Paiçandu, sob a supervisão do DER/PR, através da Superintendência Regional Noroeste, chefiada pelo Eng. Osmar Lopes Ferreira e tendo como fiscal da obra o Eng. Iran Sabatini Moreira Filho.
Nesse trecho, passam em média 15.000 veículos por dia. A rodovia é de significativa importância para o Paraná, pois liga o norte ao noroeste do estado, fazendo conexões com Mato Grosso do Sul e Mercosul também. O lote I, com 3km de extensão, encontra-se ainda em fase de projeto.
A execução do lote II foi prioritária, pois se trata de uma antiga reivindicação, em especial dos habitantes de Paiçandu. O acesso à cidade ficava comprometido pelo excesso de veículos que trafegavam nesse segmento, principalmente em horários de pico, quando a incidência de acidentes era maior. Para quem seguia em direção ao noroeste, restava o desconforto da excessiva lentidão do tráfego agravada pela presença de dezessete lombadas.


Apesar da pouca extensão, trata-se de um projeto arrojado e de grande volume pela implantação de três importantes viadutos com acessos às vias marginais, além de passagens para pedestres e uma ciclovia. As vias duplas principais, separadas por New Jersey de concreto, foram projetadas com duas faixas de 3,6m cada, tendo, na sua composição estrutural, sub-base e base de solo cimento com espessura de 15cm cada, sobrepostos por 4cm de binder e 5cm de capa de rolamento (CBUQ), ambos com ligantes modificados por borracha de pneus, por causa da carga incidente na via. As vias de acesso dos viadutos e marginais foram projetadas com CAP 50/70.
A obra está em fase final de acabamento e contou na sua execução com a experiência da J. Malucelli Construtora de Obras S/A, através do preposto Eng. Ivo Di Cicco. A dosagem das misturas betuminosas modificadas por pó de borracha de pneus, ECOFLEX B – asfalto ecológico e flexível, foram elaboradas ela GRECA ASFALTOS juntamente com a J. Malucelli e produzidas na usina de asfaltos da empresa Extracon Mineração e Obras, a qual forneceu também o material pétreo para a obra. O seu Diretor, Eng. Carlos Domingos S. Borges, aceitou, por sugestões do técnico da GRECA, as poucas, porém necessárias, modificações em sua usina para uma boa produção das misturas com Asfalto Borracha, disponibilizando um tanque com aquecimento térmico exclusivo para o ligante, onde foram implantados dois agitadores para a homogeneização da temperatura do ECOFLEX.
Hoje é perceptível que a vida naquele município segue seu curso já que o tráfego na rodovia teve o seu fluxo normalizado, ao contrário do caos que outrora impedia aqueles que queriam apenas seguir adiante. Para os que têm como destino ou origem a cidade de Paiçandu, a clareza de uma ótima sinalização implantada dentro de uma bela obra de engenharia lhes é oferecida.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº11

Contribuição: Eng. José Carlos M. Massaranduba

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