Emulsão Asfáltica uma boa e velha companheira

Emulsões Asfálticas – Definição
Emulsão asfáltica por definição consiste de uma mistura homogênea de partículas de asfalto “suspensas” em uma fase contínua de água.
Graças a continuidade da fase água e da estabilidade das emulsões, este tipo de material pode ser bombeado, estocado e aplicado a temperatura ambiente, fato este que não ocorre com o cimento asfáltico de petróleo (CAP).
As emulsões asfálticas são produzidas em um equipamento chamado moinho coloidal, onde são introduzidos o CAP, água e produtos químicos que irão permitir a suspensão, ou ainda, a emulsificação do asfalto na água.

Aplicação de emulsão asfáltica no início do século XX

O moinho opera sob uma determinada pressão e cisalhamento que reduz o asfalto a partículas cujo tamanho é menor que o diâmetro de um fio de cabelo, ou seja, entre 0,025 e 0,125 mm, formando a emulsão asfáltica.
O produto químico é que definirá o tipo de emulsão asfáltica que será produzida. Este produto químico recebe inúmeras designações como tensoativos, emurgadores ou emulsificantes.


A figura 1 apresenta uma gota de emulsão asfáltica ampliada cerca de 1000 vezes, onde se é possível observar os glóbulos de asfaltos na fase aquosa.
Emulsão Asfáltica – História
A história das emulsões asfálticas data do início do século XX, onde sua primeira patente requerida nos EUA data de 1903 para uso em pavimentação.
Nos anos 20, a emulsão era aplicada como material paliativo à poeira e na mesma década passou a ser usada na construção de estradas e aplicada na forma de spray empregadas na construção de macadames cuja denominação adotada na época era “Macadame por Penetração” serviço hoje conhecido por Macadame Betuminoso.
Passando a ser amplamente utilizada na década de 50 nos EUA e na Europa na década de 60, o país europeu que mais se destacou na utilização das emulsões asfálticas foi a França.
Diante da versatilidade, bom desempenho e as facilidades que as emulsões asfálticas permitiam durante a construção de estradas foram desenvolvidas novas técnicas, novos tipos de emulsões e equipamentos para o uso deste produto inovador.
Já no Brasil a chegada das emulsões se deu na década de 60, através da Chevron Asfaltos, a tecnologia transferida para o Brasil seguia as especificações norte americanas que posteriormente foram ajustadas para as condições brasileiras.
Não deixe de ler, na próxima edição iremos relatar os tipos de emulsões convencionais e o significado de cada um dos ensaios de suas especificações.
Atualmente a GRECA ASFALTOS produz todos os tipos de emulsões asfálticas convencionais e modificadas por polímeros utilizadas nos mais diversos tipos de serviços.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº6

Elaborado por: Wander Omena & Antosczezem Junior – Engenheiros Químicos GRECA ASFALTOS

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