Esperar, mas até quando?

Em 1961 era inaugurada a Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), ligando São Paulo à Curitiba e projetada para receber um fluxo de 8.000 veículos por dia. Em 1999, comportava mais de 32.000 veículos, dos quais 25.000 eram caminhões.
A conclusão da duplicação da rodovia, numa extensão de 400 quilômetros aguarda, há mais de 10 anos, um trecho de apenas 30 quilômetros, na Serra do Cafezal, entre Juquitiba e Miracatu, no estado de São Paulo, em meio a uma complexa discussão jurídico-ambiental, envolvendo DNIT, IBAMA, OAB, Ministério Público Federal e outras entidades.
Para este propósito, por diversas vezes foram consignados recursos ao orçamento do Ministério dos Transportes para a conclusão da pista, sem que isto acontecesse. Tais recursos acabaram sendo remanejados para outras demandas ou contingenciados pura e simplesmente, enquanto que o transporte de pessoas e riquezas permanece perplexo e prejudicado, ao longo desta importante artéria.
Desnecessário lembrar que ela é a principal responsável pela movimentação de cargas e pessoas entre a região Sul e Sudeste, estendendo-se para os demais estados brasileiros. Sem falar na expressiva importância que representa como corredor de circulação para os demais países do Mercosul.
Não param por aí as mazelas ocasionadas pela inexistência de duplicação naquele segmento da rodovia. É sabida a quantidade de vidas ceifadas em acidentes rodoviários sofridos por usuários vitimados pelo abrupto estreitamento, para uma pista simples, de uma rodovia de tráfego tão intenso.
O país não pode se dar ao luxo de aguardar indefinidamente por uma obra tida como fundamental para seu desenvolvimento, em consonância com que pretende o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – e para a segurança de todos que a utilizam diuturnamente.
Enfim, por não se vislumbrar qualquer tentativa de solução definitiva a curto ou médio prazo, o problema é enorme e continuará se arrastando, e só não é maior do que a irritante omissão das autoridades, poderes e entidades que teimam em procrastinar sua solução, simplesmente por intransigência.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº10

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