Execução de Micro Revestimento Asfáltico a Frio na Rodovia SP330 – Via Anhangüera

O Grupo Greca Asfaltos assumiu em maio de 2003 um grande desafio em conjunto com a Concessionária do Sistema Anhangüera-Bandeirantes – AUTOBAN, a restauração em Micro revestimento Asfáltico da Via Anhangüera entre os km 12 ao 102 pistas Norte e Sul. Esta obra foi dividida pela AUTOBAN em quatro lotes, cabendo a Greca Asfaltos os lotes entre os km 30 ao 48 na cidade de Cajamar (pistas Norte e Sul) e entre os km 75 ao 102+600 na cidade de Campinas (pistas Norte e Sul).

Micro revestimento Aplicado | Detalhe do Misturador

Após a introdução do MRF no Brasil em 1998 e sua consolidação como camada de pavimento com a restauração das Rodovias Castelo Branco-SP, Anhangüera-SP, Bandeirantes-SP, Free Way-RS, entre outras, esta obra pode ser considerada um marco em termos de evolução tecnológica deste tipo de revestimento, pois além de aliar as características de flexibilidade e impermeabilização comuns ao micro revestimento, a AUTOBAN passou a exigir controle sobre a irregularidade do pavimento antes e após a aplicação, rugosidade da camada e nível de desprendimento de agregados após liberação ao tráfego.
Esses novos índices de desempenho aliados aos critérios de controle de qualidade preconizados nas normas da ISSA levaram a um grande investimento em P&D por parte da Greca Asfaltos para desenvolver emulsões modificadas por polímero SBS que atendessem aos critérios estabelecidos pela ENGELOG. Sempre com o apoio dos técnicos da AUTOBAN e da ENGELOG para a melhoria dos serviços aplicados, a Greca Asfaltos desenvolveu uma nova formulação com SBS (produzida na fábrica do Grupo de Guarulhos-SP) que proporcionou todo esse avanço.
Todo esse estudo durante o decorrer da obra para a melhoria contínua da qualidade do micro revestimento asfáltico que estava sendo aplicado, deveu-se a necessidade de se encontrar uma formulação que proporcionasse uma fluidez suficiente ao MRF para evitar o aumento da irregularidade durante a aplicação, com uma rápida velocidade de ruptura da camada e uma estabilidade de mistura suficiente para manter a rugosidade, e ainda com o menor desprendimento de agregados possível após a liberação ao tráfego.
Essa grande batalha na busca pela excelência na aplicação de MRF por parte da Greca e da AUTOBAN tinha o intuito de satisfazer um importante fator, os usuários cada vez mais exigentes das rodovias do sistema CCR de Concessões.
Outro aspecto fundamental para melhorar a qualidade da execução foi à evolução alcançada nas usinas de micro revestimento e nas caixas de mistura e aplicação, conseguida em conjunto com nosso aplicador Fircon Construção Civil de Maringá-PR. As principais mudanças ocorridas nos equipamentos foram feitas nos “esquis”, no misturador e no sistema de aceleração do equipamento. Estas mudanças proporcionaram uma melhor uniformidade da mistura e evitaram que a mesa copiasse e/ou ampliasse as irregularidades existentes no pavimento.
Todo este esforço em P&D foi sacramentado na execução do trecho compreendido entre os km 92 e 102+600 pistas Norte e Sul na cidade de Campinas, trecho esse considerado padrão de qualidade pela concessionária AUTOBAN.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº2

Texto: Eng. Paulo Francisco O. Fonseca

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