Pioneira em aplicação de novas técnicas para pavimentação

1. História

Vários países reivindicam para si a paternidade da técnica do CAPE SEAL, principalmente aqueles onde predominam os pavimentos de base granular com tratamento superficial como revestimento, tais como Nova Zelândia, África do Sul e Austrália.

Atribui-se atualmente à África do Sul o desenvolvimento desta técnica, embasado na afirmativa que o primeiro projeto especificando o CAPE SEAL como revestimento foi na província de Cape, nos anos 50. A evolução do processo ao longo do tempo culminou com a junção simultânea de duas técnicas: Tratamento revestido com Micro Revestimento – CAPE SEAL.

Tudo começa com a falência da camada de rolamento e a necessidade de revitalização e inibição ao processo acentuado de degradação do mesmo. A aplicação de camadas de misturas densas com a finalidade de preencher os vazios deixados pelo desprendimento dos agregados do tratamento e bloquear o processo de deterioração do pavimento existente é a teoria mais apropriada para se atribuir à introdução desta nova técnica. No Brasil, podemos considerar como marco inicial a execução do trecho experimental na RST101, entre Osório e Capivari, executado pelo DAER/RS, no início de 2003.

Na iniciativa privada, a concessionária SPVias com sede em Tatuí/SP, adotou a técnica na recuperação da Rodovia Presidente Castelo Branco, já tendo executado mais de 500.000 m2 até o momento, com uma performance bastante satisfatória.

2. Método construtivo

A metodologia de construção do CAPE SEAL consiste em duas etapas:
a) Tratamento superficial
b) Lama asfáltica / Micro Revestimento.

Deverá ser considerada que a combinação destas duas técnicas resulta numa camada única totalmente monolítica conferindo uma performance distinta onde podemos destacar as seguintes vantagens:

2.1 – Perfeita ancoragem no substrato (eliminando totalmente o risco de delaminação e do desprendimento de agregados);
2.2 – Excelente impermeabilização da camada subjacente proporcionada pela camada bastante rica de ligante do tratamento superficial;
2.3 – Perfeito preenchimento e travamento dos agregados do tratamento superficial evitando os vazios tão indesejáveis como camada de rolamento;e se faça necessário;
2.4 – Aumento do atrito pneu-pavimento;
2.5 – Maior flexibilidade do pavimento;
2.6 – Diminuição do nível de ruído em relação ao tratamento superficial;
2.7 – Aumento considerável do índice de conforto e segurança;
2.8 – Totalmente receptivo a qualquer outra intervenção qu
2.9 – Excelente aspecto visual.

3. Materiais utilizados

3.1 – Asfalto:
O material asfáltico utilizado nesta técnica consiste basicamente de emulsão asfáltica catiônica dos tipos RL, RR, LARC, com ou sem polímero.

3.2 – Agregados:
Propriedades requeridas são:
– Índice de forma;
– Sanidade;
– Boa graduação;
– Boa adesividade;
– Resistência à abrasão.

As funções básicas dos agregados são:
– Absorver e transmitir as cargas de roda à camada subjacente;
– Criar um bom coeficiente de atrito.

4. Projetos

4.1 – Do Tratamento Superficial:
Vários são os métodos adotados para o cálculo das taxas tanto de agregado como de emulsão no tratamento superficial. No CAPE SEAL as taxas assumem uma condição especifica e são balizadas pelo sucesso das experiências anteriores.

4.2 – Do Micro Revestimento:
Baseado nos projetos especificados pela ISSA.
5. Execução

Consiste da implementação subseqüente das duas técnicas aqui comentadas, ou seja, tratamento superficial com os vazios totalmente preenchidos com lama asfáltica ou Micro respeitando-se os seguintes requisitos:

5.1 – Para tratamento de superfícies asfálticas já existentes (revitalização, reperfilagem, restauração, etc…):
a) Tratamento da camada subjacente;
b) Limpeza;
c) Intervenção adequada e recomposição nos pontos onde existem: deformação, bombeamento, trilha de rodas, esxudação, etc.;
d) Reperfilamento com frezagem se necessário da camada a ser tratada.

5.2 – Para implantação em bases estabilizadas:
a) Imprimação impermeabilizante.

6. Vantagens e desempenho do CAPE SEAL

6.1 – Durabilidade: Pela nobreza e características de sua estrutura é garantida uma durabilidade bastante satisfatória devido ao baixo índice de vazios, com excelente filme asfáltico, garantindo uma boa resistência ao envelhecimento.
6.2 – Atrito: Melhora a relação de atrito pneu/pavimento.
6.3 – Nível de ruído: Excelente quando comparado ao T.S., competindo com vantagens no CBUQ.
6.4 – Restauração: Propicia uma ótima interface para futuras restaurações.

 

Eng. Paulo F. Fonseca, Eng. José Luiz Giovanetti e Eng. José Carlos Massaranduba