Primeira aplicação de CBUQ com Ecoflex 3G

Em 30 de abril de 2010 foi realizado na BR-376 a primeira aplicação de CBUQ tipo GAP GRADED com ECOFLEX 3G, com o objetivo de diminuir em aproximadamente 20°C as temperaturas de usinagem e, consequentemente, a compactação do GAP GRADED em pista. A experiência consistia em se permitir que toda a operação de campo utilizando a nova tecnologia do Asfalto Borracha fosse realizada nas mesmas temperaturas de mistura e compactação das massas asfálticas com ligante convencional, como o CAP 50/70 ou 30/45.
A primeira aplicação de CBUQ com ECOFLEX 3G está inserido numa obra de 13km na região de Apucarana/PR, sendo que a camada de rolamento é o GAP GRADED com ECOFLEXPAVE B (Asfalto-Borracha com 15 % de pó de pneu); o teor ótimo de ligante asfáltico estabelecido em projeto foi de 5,4%.
O GAP GRADED consiste numa mistura asfáltica densa, de granulometria descontínua, usinada a quente. Sua curva de característica granulométrica descontínua tem como resultante um pavimento asfáltico mais rugoso, mas mantém o índice de vazios baixo. Foi projetado nos EUA para trabalhar com ligantes asfálticos modificados, especialmente com o Asfalto-Borracha. A figura 1 mostra a característica granulométrica da composição utilizada na obra relatada.


Características do serviço utilizando as temperaturas convencionais de usinagem e compactação
Desconsiderando o trecho experimental, as temperaturas de usinagem e compactação para o restante da obra foram as normalmente adotadas para uma mistura asfáltica com ECOFLEXPAVE B.


Características do serviço utilizando temperaturas mais baixas de usinagem e compactação
A utilização do ECOFLEXPAVE B-3G proporciona uma redução nas temperaturas de usinagem e compactação da mistura asfáltica. As temperaturas de trabalho passaram a ser as seguintes:


Como é possível observar, não há redução da temperatura do ligante asfáltico e sim dos agregados. Normalmente esta redução é de 20 a 25°C. Na figura 2 é possível ter uma noção do decréscimo de temperatura observando a emissão de fumos provocada em cada processo.


Na pista foi executado, em trechos de condições similares, o GAP GRADED nas temperaturas convencionais de compactação (155 a 165°C), referentes
às misturas usinadas mais quentes, e em temperaturas mais baixas de compactação (135 a 145°C) com cargas provenientes já da redução da temperatura de usinagem. Os trechos avaliados, bem como os resultados de Volume de Vazios extraídos dos trechos 3 dias após a aplicação pode, ser vistos na tabela abaixo.


Na figura 3 é possível observar a aplicação e compactação da mistura GAP GRADED a 140°C. A redução de 20°C na temperatura de compactação reduz de forma significativa a emissão de gases durante todo o trabalho. Na figura 4 é mostrada a aparência final da camada de rolamento.


CONCLUSÃO
Observando todo o serviço realizado, tanto com o ECOFLEXPAVE B como com o ECOFLEXPAVE B-3G, foi possível constatar todas as melhorias que o processo de redução de temperatura promove a um serviço de mistura asfáltica a quente: redução de gases proveniente da usinagem, economia de combustível, aumento da produção da usina, aplicação e compactação facilitadas.
O alto grau de lubricidade que o ECOFLEXPAVE B-3G apresenta, além de permitir uma mistura entre ligante asfáltico e agregado eficiente a temperaturas inferiores (cerca de 20°C a menos) também facilitou sua compactação, proporcionando ao GAP GRADED compactado um Vv (Volume de Vazios) menor do que a mistura compactada nas temperaturas convencionais.
AGRADECIMENTOS
A todos os profissionais envolvidos do Grupo CCR-Rodonorte, J. Malucelli e Tapalam.

Leia a matéria completa no informativo Fatos&Asfaltos nº22

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